18/07/2008 17:59

Ronaldinho x Seedorf

Sobre o post abaixo, mais uma charge de Milton Trajano.



enviada por Gian Oddi



18/07/2008 16:32

O dia das camisas em Milão

Em Milão, o assunto esportivo do dia foi "camisa". Tanto na Inter como no Milan, mas de um jeito bem diferente. Nos neroazzurri, nada além de uma prosaica apresentação anual do novo uniforme.

No rival Milan, notas, boatos e especulações sobre o número que Ronaldinho levará às costas.

Para registrar o primeiro fatoa, publico aqui uma foto. Para a segunda, reproduzo uma notícia do iG Esporte. Em seguida, faça sua aposta: 10 ou 20, com que roupa Ronaldinho vai?


Os novos uniformes da Inter, apresentados hoje: Não sei o que tinha de tão
especial o do Mancini, mas, certamente, alguma coisa tinha...(inter.it)


E a notícia:

SÃO PAULO – Qual o número da camisa que Ronaldinho Gaúcho usará no Milan? A resposta não foi dada pelo jogador em sua apresentação oficial ao clube, na quinta-feira, e tem recebido um relevante espaço na imprensa esportiva italiana nos últimos dias.

A polêmica teve início no começo da semana, quando a contratação de Ronaldinho pelo Milan já parecia próxima e o atual dono da camisa 10 do time, o meio-campista holandês Clarence Seedorf, se manifestou contra a possibilidade de ceder o número ao brasileiro.

"Na Inter eu usava a camisa 10. Quando cheguei ao Milan, esse número era do Rui Costa. Então peguei uma outra camisa e só depois do adeus do Rui passei a usar a 10. O mesmo aconteceria com Ronaldinho, e também não acho que ele me pediria para usar a 10", chegou a afirmar o jogador.

Mas Seedorf parece ter se enganado. Segundo noticiado pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o staff do meio-campista brasileiro está fazendo esforços no sentido de conseguir que a camisa 10 do Milan passe a vestir Ronaldinho.

Não se trata de vaidade do jogador, mas de negócios: boa parte das ações de marketing envolvendo Ronaldinho utilizam o número 10. O exemplo mais emblemático é o site do atleta, que fica sob o domínio ronaldinho10.com.

O assunto, obviamente, tem causado desconforto ao jogador brasileiro, que foi sucinto ao responder uma pergunta sobre o tema nesta quinta-feira. “Ainda não sei. E, quando decidir, vocês logo ficarão sabendo”, afirmou.

De acordo com as informações da Gazzetta, os administradores da carreira do brasileiro estão "negociando" com o holandês. A idéia deles é fazer doações às instituições de caridade comandadas por Ronaldinho e Seedorf em troca do número 10.

Clube imparcial
Embora o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, tenha chegado a afirmar que “a camisa 10 é de Seedorf” antes da apresentação de Ronaldinho, o clube tem procurado não se intrometer nessa questão e aguardar a decisão das equipes dos dois jogadores.

Se Seedorf resolver não liberar a camisa 10, Ronaldinho terá que optar por uma das camisas "vagas" na equipe. Entre os números 1 e 30, estão disponíveis as seguintes opções: 2, 11, 14, 15, 20, 24, 26, 27, 28, 29, 30.

Entre estas opções, Ronaldinho já teria manifestado sua preferência pelo número 20, deixando de lado a camisa de número 11, que chegou a usar na Copa do Mundo de 2002.


enviada por Gian Oddi



17/07/2008 20:38

Paparicação inédita

Ronaldinho chegou oficialmente. E acho que o Milan nunca paparicou tanto um jogador recém-contratado. A começar pela frase de Adriano Galliani na entrevista coletiva de apresentação do jogador:

"É um sonho que se realiza. Não havíamos jamais assediado tanto assim um jogador. Depois de três anos, finalmente conseguimos!"

Não é pouca coisa, convenhamos, para quem está acostumado com aquelas apresentações de jogadores meramente burocráticas.

Depois veio o mais impressionante: uma festa com holofotes, laser, chuva de papel picado, escola de samba e.... 40 mil pessoas no San Siro!

Quase tudo tem a ver com marketing, claro. Mas certamente tem também a intenção de agradar aos seu novo astro, deixá-lo lisonjeado, fazer com que sinta-se em casa. Ronaldinho ficou visivelmente emocionado no San Siro, sinal de que o Milan conseguiu as duas coisas: fazer um barulho grande e impressionar seu novo reforço.

Agora, os impressionantes 40 mil não tem nada a ver com as intenções do Milan. Foi uma manifestação espontânea, para um jogador inegavelmente carismático, de uma torcida que está apostando muito nessa novidade.

O vídeo abaixo, em especial o momento da entrada em campo, dá uma boa idéia da sensação de Ronaldinho ao pisar no San Siro pela primeira vez com a camisa do Milan.



Vale destacar, ainda, duas frases do apresentador da festa, lendo faixas da torcida. A primeira: "Treme, Mourinho, chegou o Ronaldinho!". A segunda: "Só nós temos um ataque com Kaká, Ronaldinho e Pato. O Brasil!". É, amigo... vai ter gente vendo o jogo do Milan na base do "Haaaaja coração"...

enviada por Gian Oddi



16/07/2008 16:05

Ronaldo x Ronaldinho? Bobagem...


Eccolo: Ronaldinho chegou! Os carabinieri atrás comprovam... (foto AP)

A culpa acaba sendo minha, ninguém mandou citar tanto Ronaldinho como Ronaldo no título do post de ontem. Fazer isso é pedir para que alguns exaltados tomem partido de um ou outro. Escolham o bem contra o mal. Zidane contra Materazzi. Tem gente que transforma tudo em Fla x Flu...

Enfim, tive que apagar alguns comentários, coisa rara por aqui, mas agora tá resolvido. Então, voltemos ao tema:

Não se trata de escolher entre Ronaldo ou Ronaldinho. Só acho que a contratação do Gaúcho tem mais obstáculos a superar para dar certo do que tinha a de Ronaldo, simples assim. Porque agora, claro, é fácil para os espertalhões de plantão dizerem que só uma anta como eu apostaria em Ronaldo dando certo no Milan.

Mas, vou insistir, Ronaldo motivado (coisa que ele estava, senão não teria aberto mão de ganhar mais) e em forma (coisa que ele não chegou a ficar, por causa das lesões) faria certamente sucesso no Milan. Chegou a mostrar isso, inclusive, em seus primeiros jogos.

Ronaldinho é um baita jogador, ninguém discute. É craque. Se entrar em forma, num dos maiores clubes do mundo, tem tudo para voltar a ser um dos melhores do planeta. Acho até que as chances de dar certo são maiores do que as de dar errado. Mas acho, ainda assim, um risco. Porque no caso do Gaúcho, ao contrário do que achava no de Ronaldo, não bastará entrar em forma (Galliani diz que ele já está magro).

Aliás, segundo matéria da Gazzetta dello Sport alardeada pela BBC, Ronaldinho terá que enfrentar uma outra dificuldade que Ronaldo, absolutamente, não tinha. E que eu não havia citado ontem. Vejam:

"Sem citar nomes, o jornal diz, em sua edição desta quarta-feira, que um dos principais desafios dos dirigentes do Milan será fazer com que Ronaldinho se sinta à vontade na equipe, já que os outros jogadores “não concordam com a compra do passe do craque brasileiro. O resto do time vai estar disposto a apoiá-lo depois de ter publicamente mostrado que não concordava com a escolha?”, indaga o artigo.

Será mesmo? Ao contrário de outros grandes clubes europeus, o Milan não costuma ter esse tipo de problema. Ali, em geral, os principais jogadores do elenco são consultados antes de grandes contratações. Além disso, apesar de ser uma estrela, Ronaldinho é um cara que não parece despertar antipatia dos colegas (Eto'o não vale), pelo contrário. Então, sua chegada ao clube pode mudar essa resistência, se é que ela existe mesmo.

O fato de os jogadores milanistas supostamente não terem sido ouvidos nesse caso até se justificaria: a contratação de Ronaldinho é atípica. Faz tanto barulho, movimenta tanta gente e dinheiro que, do ponto de vista do marketing, parece já ter se justificado.

Já foi boa para a "marca" Milan e será certamente para o Campeonato Italiano 2008-09. Resta saber se será, também, para o time de Carlo Ancelotti.

enviada por Gian Oddi



15/07/2008 15:32

Mancini & Mourinho



Taí. Só para registro. Mancini enfim foi apresentado à Inter. Na foto, aparece cumprimentando o técnico português José Mourinho, que, creio eu, será fundamental para o sucesso do brasileiro na equipe. Porque, fosse o técnico interista o mesmo da temporada passada, seu xará Roberto Mancini, o Mancini brasileiro teria tudo para, pelo jeitão marrento de ser, acabar se tornando mais um da turma que costumava deixar o campo xingando o ex-treinador (como Vieira, Figo, Adriano, Ibrahimovic...).

Com o técnico português, Mancini sabe bem, não há espaço para isso. Além do quê, como primeiro reforço da "Era Mourinho", o brasileiro pode acabar virando uma espécie de homem de confiança do técnico, que, já anunciou, fará dos jogos pelas laterais um ponto forte do seu time — e trata-se também de um ponto forte de Mancini.

Na entrevista que deu ao site da Inter, Mancini foi ponderado e não disse nada fora do convencional, agredecendo à Roma e aos romanistas pelo tempo passado lá. Mas, aposto com quem quiser, é só esperar algumas semaninhas para começarem a pipocar críticas ao time da capital ou, no mínimo, a Francesco Totti.

enviada por Gian Oddi



15/07/2008 11:49

Ronaldinho, risco maior que Ronaldo


Ronaldinho, ontem, em seu provável penúltimo dia de Barcelona (AP)

O fim da novela está próximo e, aposto, Ronaldinho Gaúcho vai jogar no Milan.

A Gazzetta dello Sport, que já dá como certa a contratação do brasileiro pelo clube italiano — apesar de uma oferta supostamente quase três vezes maior feita pelo Manchester City —, não costuma errar em casos como esse.

E quando digo casos como esse, digo casos envolvendo os clubes milaneses e, principalmente, a participação de Ernesto Bronzetti, o "consultor" do Milan para negócios na Espanha.

Presume-se, portanto, que, além de ter aumentado sua oferta para cerca de 20 milhões de euros (a do City seria de 32), o Milan pode ter oferecido ao Barcelona bônus de acordo com seus resultados nas próximas temporadas; e, possivelmente, Ronaldinho também abriu mão de "alguma coisinha", já que é sabida sua preferência pelo Milan em relação ao City.

A preferência do jogador, claro, tem também um outro peso: se Ronaldinho disser "é o Milan ou nada", o Barça tem pouco a fazer, exceto continuar pagando por ano os 6,5 milhões de euros (fora prêmios) de salário do jogador. Em troca de que futebol, não se sabe ao certo. Um risco considerável, dada a motivação atual do jogador em permanecer na Espanha.

Assim como, me parece, também não é pequeno o risco do Milan, que para agradar o Gaúcho já teria liberado sua participação na Olimpíada de Pequim. Vale lembrar que recentemente o time já entrou numa roubada parecida com o outro Ronaldo (em quem, confesso, eu apostava).

Pode-se argumentar que Ronaldinho é mais novo e está menos "em fim de carreira" do que Ronaldo estava. Mas, perdoem-me os fãs do Gaúcho: com Ronaldo a dúvida era apenas se ele entraria em forma — o que acabou não acontecendo por causa das seguidas lesões. Porque o camisa 9 em forma, poucos discordam, é imbatível — e chegou a mostrar isso nos seus primeiros jogos pelo Milan.

Com Ronaldinho Gaúcho as dúvidas são maiores ou, pelo menos, mais: o futuro camisa 11 ou 20 do Milan (Seedorf já disse que não libera a 10) entrará em forma? Se entrar, voltará a mostrar as condições técnicas que apresentou por dois anos e meio (não mais que isso) no Barcelona? E, se apresentar essas condições, conseguirá enfim dar um cala-boca nos que sempre diziam que não Itália ou na Inglaterra suas acrobacias não teriam espaço?

É esperar para ver. Se Ronaldinho responder com um sim a todas as respostas acima, o investimento terá valido muito a pena.

enviada por Gian Oddi



15/07/2008 11:03

No limite

Ainda é engraçada, mas por pouco não é triste, a pergunta com a qual a Gazzetta dello Sport decidiu divulgar a foto da "pancetta" de Ronaldo publicada ontem no tablóide inglês The Sun.



Minha impressão é que, mais do que o Milan comemorar o fato de não ter renovado com o atacante, foi o atacante quem comemorou — e como — o fato de não ter renovado com o clube. Afinal, nada como ficar à vontade nas férias de julho...

enviada por Gian Oddi



11/07/2008 19:35

Os reforços (que contam)

Depois de um bom tempo ausente, o mínimo que posso fazer para correr atrás do prejuízo é dar uma repassada nas contratações do mercadão — que, afinal, foi só o que houve de relevante no futebol italiano nos últimos dias.

Listarei assim os principais nomes contratados por cada uma das 20 equipes que disputarão o próximo Italiano. Se for relevante, incluo abaixo até as voltas de empréstimos, como é o caso de Adriano à Inter. Mas nem adianta pedir: carinha que, por exemplo, chegou da reserva da Triestina não entra aqui.

Aliás, uma ressalva: a lista contém reforços de 17 (e não 20) equipes. Porque com Cagliari, Chievo e Lecce, nem com alguma generosidade consegui listar alguém. Mas ainda há tempo. Porque o mercado, vale lembrar, vai até 31 de agosto.

Até agora, segundo a Gazzetta dello Sport, quem melhor se reforçou foi a Fiorentina (nota 8), seguida de Roma, Catania e Torino (todos nota 7). Não concordo muito. Você concorda?

Aliás, pergunta ainda mais legal: para você, da lista abaixo (não só das fotos), qual a melhor contratação até agora?


Mancini (Inter), Gilardino (Fiorentina), Amauri (Juventus), Riise (Roma) e Flamini (Milan):
dinheiro à parte, qual das contratações vale mais?


ATALANTA
Cristrian Vieri, ex-Fiorentina (A)

BOLOGNA
Sergio Volpi, ex-Sampdoria (M)
Coelho, ex-Atlético-MG (D)
Cristian Zenoni, ex-Sampdoria (D)

CATANIA
Ledesma, ex-Boca Juniors (M)

FIORENTINA
Stevan Jovetic, ex-Partinzan (M)
Felipe Melo, ex-Almeria (M)
Alberto Gilardino, ex-Milan (A)
Juan Manuel Vargas, ex-Catania (D)

GENOA
Raffaele Palladino, ex-Juventus (A)
Andrea Gasbarroni, ex-Parma (A)
Francesco Modesto, ex-Reggina (D)
Giandomenico Mesto, ex-Udinese (D)

INTERNAZIONALE
Mancini, ex-Roma (A)
Victor Obinna, ex-Chievo (A)
Adriano, ex-São Paulo (A)

JUVENTUS
Amauri, ex-Palermo (A)
Olof Mellberg, ex- Aston Villa (D)
Sebastian Giovinco, ex-Empoli (M)

LAZIO
Juan Pablo Carrizo, ex-River Plate (G)
Simone Inzaghi, ex-Atalanta (A)
Pasquale Foggia, ex-Cagliari (M)
Mauro Zarate, ex-Birmingham (A)

MILAN
Mathieu Flamini, ex-Arsenal (M)
Marco Boriello, ex-Genoa (A)
Gianluca Zambrotta, ex-Barcelona (D)

NAPOLI
Leandro Rinaudo, ex-Palermo (D)
Christian Maggio, ex-Sampdoria (M)
German Denis, ex-Independiente (A)

PALERMO
Túlio de Melo, ex-Le Mans (A)
Fabio Liverani, ex-Fiorentina (M)
Antonio Nocerino, ex-Juventus (M)
Igor Budan, ex-Parma (A)
Marco Amelia, ex-Livorno (G)
Cesare Bovo, ex-Genoa (D)

REGGINA
Fabiano, ex-Genoa (D)
Santos, ex-Geona (D)
Daniel Pudil, ex-Slavia Praga (A)

ROMA
Vincenzo Montella, ex-Sampdoria (A)
Arne Riise, ex-Liverpool (D)
Alessio Cerci, ex-Pisa (A)
simone Loria, ex-Siena (D)

SAMPDORIA
Marius Stankevicius, ex-Brescia (D)

SIENA
Gianluca Curci, ex-Roma (G)
Ahmed Barusso, ex-Roma (M)
Emanuele Calaiò, ex-Napoli (A)

TORINO
Nicola Amoruso, ex-Reggina (A)

UDINESE
Antonio Langella, ex-Atalanta (A)
Giovanni Pasquale, ex-Livorno (D)

enviada por Gian Oddi



10/07/2008 18:02

De volta, com Kaká

Eu voltei, agora pra ficar. Eu voltei, porque aqui é o meu lugar...

Foram 15 dias de ausência "forçada", pela qual peço desculpas, mas enfim o novo iG Esporte está no ar. Embora carecendo de alguns ajustes, totalmente renovado, com cara e conteúdo novos, incluindo as fichas sempre atualizadas de todos os jogadores do Brasileirão. Confiram, porque é essa minha "desculpa" pela longa ausência.

Na estréia do site, para quem não viu, publicamos uma entrevista exclusiva com Kaká, que fiz ao lado de Ricardo Kotscho.

Foto: Flávio Torres

Kaká, em entrevista exclusiva ao iG Esporte

Na entrevista, como não poderia deixar de ser, Kaká falou muito sobre a Itália e o futebol italiano, e são alguns desses trechos, que acabaram repercutindo na Gazzetta dello Sport, que repoduzo abaixo. Se preferir ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Algumas das frases:

"Hoje eu já sou um referencial importante no Milan. Mas me tornar o capitão, esse é meu próximo objetivo. E se eu continuar minha carreira na Itália, continuar no Milan, gostaria de no final fazer alguma coisa vinculada ao clube."

"Acho que o Milan precisa mesmo de uma renovação, e todas as vezes que me perguntam eu falo isso lá dentro. Porque o que aprendi lá no Milan foi que é preciso passar a mentalidade vencedora dos jogadores mais experientes para os mais jovens. Você não sabe até quando o Maldini vai jogar, até quando o Seedorf vai jogar... Então, você aproveitar e tirar o máximo desses jogadores é interessante. Eu aprendi com eles. A receita é mesclar, e todo mundo lá tem essa consciência. Eles acham que perderam um pouco o tempo de começar a renovação desse grupo."

"Desde que saiu o Shevchenko do Milan, a gente começou a jogar comigo um pouco mais adiantado: 4-4-1-1. Eu era esse penúltimo. Aí comecei a jogar daquela maneira, o time começou a ir bem. Eu não gostava, tinha que jogar de costas pro gol, não tinha essa referência"

"Eu falei para ele (Carlo Ancelotti): 'Pô, eu tenho que ficar jogando de costas pro gol. Eu não gosto de jogar de costas pro gol, já falei isso!'. Aí ele respondeu 'Eu não te mandei jogar ali', e eu respondi: 'Bom, mas querendo ou não estão me empurrando para jogar naquela posição ali'. Mas hoje eu já me adaptei. A situação é diferente."

"Eu amo a Itália. Gosto muito, e hoje sou um italiano também. Peguei a cidadania da minha esposa e não sou mais um extra-comunitário dentro da Itália. Então meu filho vai ter essa possibilidade de ter essa dupla cidadania. Virá para o Brasil toda vez que a gente vier, mas vai crescer na Itália. Ele já tem nome italiano (risos)."

enviada por Gian Oddi



26/06/2008 13:22

vocês comentam?

O motivo, eu já disse, é o novo canal de esportes que o iG em breve lançará. O fato são essas longas e indesejáveis ausências, que tão logo o novo canal saia, eu prometo, cessarão.

Mas mesmo sem tempo para comentar, queria deixar aqui duas "notícias" (não sei bem se a primeira pode ser classificada assim) da agência Ansa para os comentários de vocês. Pode ser?

PAOLO MALDINI COMPLETA 40 ANOS DE IDADE

MILÃO, 26 JUN (ANSA) - "Parabéns de coração, capitão" foi a mensagem enviada pelo Milan, através de seu site, desejando feliz aniversário ao jogador Paolo Maldini, que festeja seus quarenta anos de vida nessa quinta-feira.

O jogador, símbolo do clube de Milão, irá comemorar a data em Miami, onde passa férias com a família.

Após 23 anos de carreira e 1.009 partidas oficiais, o jogador decidiu continuar ativo por mais uma temporada, sempre com a camisa do Milan, única equipe na qual jogou em toda sua carreira como profissional.

e

DONADONI NÃO É MAIS O TÉCNICO DA SELEÇÃO ITALIANA

ROMA, 26 JUN (ANSA) - Roberto Donadoni não é mais o técnico da seleção da Itália, comunicou nesta quinta-feira a Federação Italiana de Futebol (FIGC) ao final de uma longa reunião entre seu presidente, Giancarlo Abete, e o comandante da equipe desde julho de 2006.

"O presidente Abete recebeu hoje na sede da FIGC o técnico da seleção, Roberto Donadoni. No decorrer do encontro, como anunciado, foi feito um balanço da atividade desenvolvida nos últimos dois anos e no andamento dos campeonatos europeus", disse a FIGC em um comunicado divulgado à imprensa.

"Ao confirmar a Donadoni sincera estima pessoal e respeito pela seriedade e o empenho profissional que marcam seu trabalho no comando da seleção, o presidente Abete também comunicou ao técnico a decisão da FIGC de dar como finalizada a relação contratual", continuou a nota.

* Atualizando: e Marcelo Lippi está de volta.

enviada por Gian Oddi



22/06/2008 19:57

arrivederci

Bom... Pelo menos ganhei o almoço a ser pago pelo barão Polanco, do Buela de Capotón. Passou a Espanha, como era justo que acontecesse.

Mas fica um aviso aos navegantes: este blog ainda não decidiu a quem dará seu apoio daqui para frente. Buela de Capotón e Blog do Alemão travam disputa acirrada nos bastidores. Mas a Rússia de Arshavin, dizem fontes, deve levar a melhor na busca desse importante apoio.

E por ora — porque é meu plantão aqui na redação do iG e não posso me alongar — deixo apenas o humor de Milton Trajano e sua charge Casillas x Buffon. Amanhã falamos mais sobre o tema.



enviada por Gian Oddi



19/06/2008 12:48

uma fotonovela


Depois de, segundo a Gazzetta, uma atuação nota 7 contra a França (eu daria uns 6,5), Cassano resolve comemorar a classificação de zorbinha algodão, desagradando a gregos, troianos, homens e mulheres. "Se era pra fazer isso, não podia ser o Buffon, o Cannavaro, o Toni, o Zambrotta ou até o Gattuso?", reclamou uma amiga. (Reuters)

Corpinho devidamente exibido, depois da euforia, Cassano aproveita a folga e a tranquilidade da vaga garantida para... fazer as unhas. (Reuters)


Mas eis que surge o vilão. Luis Aragonés, técnico da Espanha, diz o seguinte sobre Pirlo e Gattuso, desfalques italianos para as quartas-de-final da Euro: "Admito que Pirlo seja um grande jogador, mas discordo de que Gattuso também seja. A Itália tem vários Gattusos, mas apenas um Pirlo. Se Gattuso for um grande jogador, eu sou um padre”. (Reuters)


Cassano, inconformado com as declarações do técnico rival, tentar à força tirar uma resposta da boca de Gattuso. Para sorte do volante, havia feito as unhas. (AP)

Tá bom, tá bom... eu paro. Prometo que não faço mais.

enviada por Gian Oddi



19/06/2008 11:17

o que foi, o que vem... e a aposta

O QUE FOI
>> Com atraso, as notas da Gazzetta para o jogo contra a França: Buffon 7, Zambrotta 7, Panucci 7, Chiellini 6,5 e Grosso 6,5; Gattuso 7 (Aquilani s/n), De Rossi 8, Pirlo 8 (Ambrosini 6,5) e Perrotta 6,5 (Camoranesi 6,5); Cassano 7 e Toni 6,5.

>> E que tal Domenech pedindo a mulher em casamento na coletiva depois da derrota? Não comentei aqui ainda, mas, para mim, a atitude simboliza a prepotência do técnico francês. Ao usar a mulher para tirar o foco da derrota, apesar da pífio desempenhho na Euro e da saída quase certa, o bicho manteve a pose, elogiou o futebol (qual?) jogado por sua equipe e ainda disse que o foco é 2010. Sério...

O QUE VEM
Agora, olhemos pra frente e falemos do confronto contra a Espanha:

>> Primeiro, reproduzo aqui uma frase do Barão Juan Polanco em seu Capotón, sobre o fato de o técnico espanhol Luis Aragonés ter dito que "a Itália não é exatamente o adversário que queríamos enfrentar". Diz Polanco: "Você pode tentar me convencer de que foi só uma questão de sinceridade, essa ninfa supervalorizada, mas eu simplesmente não consigo ver benefício no fato de um treinador admitir um negócio desses em público – e o público inclui seus 22 comandados".

>> Estou de acordo com Polanco. Neste jogo psicológio que antecede a partida, a Espanha, pelo futebol que jogou, deveria assumir sua condição de melhor equipe (coisa que Cesc Fábregas fez hoje, diga-se) e tentar neutralizar assim essa paúra da camisa azzurra, que o diário Marca não escondeu em sua edição de ontem:


"Itália, não esquecemos disso", "14 anos depois, enfrentaremos nas quartas a nossa 'bestia negra'", "Estamos há 88 anos sem ganhar deles", lembra o Marca.

>> Curioso é que, enquanto o diário espanhol publicou um misto de paúra e estimulo a uma revanche — lembrando inclusive que Tassotti, responsável pela fatídica cotovelada em Luis Henrique na Copa de 1994, estará no banco domingo —, a Gazzetta dello Sport preferiu repercutir apenas a paúra espanhola, "editando" a reprodução da capa do Marca e exibindo apenas parte da manchete que diz "Itália, esto no" (dando assim a impressão de que os espanhóis teriam publicado algo como 'Ah não, justo a Itália!?').

E A APOSTA
>> Mas o fato mais relevante nesses bastidores psicológicos do jogão de domingo é que Juan Polanco, numa tática maquiávelica, fez como Aragonés (apesar de criticá-lo), assumiu o favoritismo da Azzurra e desafiou-me publicamente para uma aposta (com vinho incluso) em seu blog.

Pois eu digo ao Polanco: apesar de a Itália ter mesmo muito mais camisa, dessa vez a Espanha é a favorita porque, ao contrário da França, tem jogado muito bem. E não estou aqui repetindo sua tática. Para provar, disponho-me até a inverter a aposta: se a Espanha passar, você paga. Se a Itália avançar, pago eu.

De qualquer forma, qualquer que seja sua escolha, a aposta está aceita, porque não sou de fugir de desafios públicos. Só não abro mão de que o almoço seja aqui do lado, no Fornaio D'Itália. Nada contra Paella, sabe? Mas é que, na hora de comer, a Itália será sempre a minha favorita!

enviada por Gian Oddi



17/06/2008 19:26

Massaro já sabia



Alguém lembra quem morreu em Imola na véspera da morte do Ayrton Senna? E quem lembra quem mais perdeu pênalti na decisão da Copa do Mundo de 1994 além do Baggio?

Daniele Massaro lembra. De Roland Ratzenberger porque já era um aficionado por Fórmula 1 em 1994. E dos pênaltis do Mundial daquele mesmo ano, porque ele foi um dos três que perderam. O terceiro foi o zagueiro Baresi.

O ex-atacante do Milan e da seleção italiana está de passagem pelo Brasil. Hoje ele é uma espécie de Leonardo no clube, ou seja, funciona como um relações públicas internacionais e está divulgando o Milan Junior Camp.

Entre entrevistas para ESPN Brasil, Globo, Band e tantas outras - amanhã ele vai participar ao vivo do Tá na Área, do Sportv, antes de Brasil e Argentina -, Massaro encontrou meia hora para conversar comigo.

Claro que me interessei pelas ações de marketing do Milan pelo mundo. Quis saber sobre os 2,5 milhões de reais que o clube está investindo no Brasil em 2008. Ele contou do Milan Lab que pode vir para cá dentro de dois anos. Se divertiu falando do parque temático cheio de atrações para crianças de todas as idades (a réplica inflável do San Siro é irresistível).

Mas o assunto de que ele fala com mais paixão é, como não poderia deixar de ser, o golfe.



O cara é presidente do clube de jogadores de futebol golfistas da Itália. Parece brincadeira (e também é), mas a associação consegue arrecadar mais de 150 mil euros (quase 500 mil reais) todos os anos para doar a hospitais infantis. Os adversários habituais de Massaro: Ronaldo ("poderia melhorar um pouco"), Van Vasten ("melhor que no futebol"), Maradona, Zico, Platini, .... quer mais?

Sobre o talento de Van Basten: "também, com aquele joelho sempre quebrado ele tinha mais tempo pra jogar golfe, enquanto o restante de nós estava treinando futebol".

O Milan Golf Tour, criado por Massaro, além de ser meu mais novo objetivo de vida, roda o mundo promovendo partidas de golfe com a participação de jogadores de futebol, ex-craques, celebridades locais e, de buraco em buraco, junta o dinheiro para hospitais infantis e ainda deixa o Milan com uma boa imagem danada por onde passa.

Antes de encerrar a entrevista, ainda pela manhã de hoje, deu tempo de perguntar o que ele esperava para o jogo da Itália contra a França: "Rob (Donadoni) sabe o que faz, mas não está mais nas mãos dele, depende dos jogadores. Eu acredito que vai passar, aquela derrota para a Holanda foi mentirosa, validaram um gol impedido deles e anularam um gol legal nosso".

Massaro já sabia.

enviada por Régis Albuquerque



17/06/2008 19:06

Au Revoir les Enfants



Pronto. Foi-se a França, do chato do Domenech (gosto de repetir isso, confesso). A Itália vai às quartas-de-final contra a Espanha e, se passar, mantida a lógica, deveria enfrentar a Holanda, que vem jogando o melhor futebol da Eurocopa e a quem os italianos devem, também, a sua vaga.

Mas a Itália, que pela camisa poderia ser apontada como favoritíssima tanto contra os espanhóis como contra os holandeses, não o é. E nem por isso é o caso de demonizar o técnico Roberto Donadoni, que já errou e acertou nessa Euro.

Até porque, convenhamos, se algumas de suas escolhas durante esses três jogos passados foram bem questionáveis, o futebol que se viu em campo não foi, em nenhum dos três jogos, daquele sofrível que a Itália não raro costuma exibir nas primeiras partidas das grandes competições que disputa.

Hoje, no fim do primeiro tempo, o amigo Maurício Teixeira dizia por MSN que "A Itália nunca atacou tanto nos útimos dez anos". Brincando, discordei lembrando dos 15 minutos do segundo tempo da semifinal da Copa contra a Alemanha, embora concordasse que no primeiro tempo os italianos poderiam já ter resolvido a parada (o que houve com o Toni!?) — para isso pesou muito o homem a mais, diga-se.

Mas o que se viu no segundo tempo, apesar do jogador a mais, foi uma pressão evitável mas normal de uma (fragilizada, né?) França que precisava vencer a qualquer custo. Os franceses não chegaram lá — graças também, de novo, a uma excepcional defesa de Buffon —, e De Rossi, um dos melhores em campo e de quem Donadoni abriu mão no primeiro jogo, ainda marcou o segundo gol num lance de sorte.

E agora? Depois de sua primeira vitória e melhor partida na Euro, Donadoni manterá a equipe para enfrentar os espanhóis? Não, porque não poderá. Gattuso e Pirlo estão suspensos e, em seus lugares, Ambrosini e Aquilani devem começar jogando ao lado de De Rossi — tanto que os três terminaram, juntos, o jogo desta terça.

Não acho que as mudanças comprometam — pelo contrário, aposto muito em Aquilani. E não acredito em outras mudanças, embora não goste de Perrota nessa função de armador. Mas a verdade é que, com exceção de Aquilani, que já vai jogar, não há no elenco atual alguém que possa desempenhar essa função muito melhor (Camoranesi, talvez um pouco). E antes que alguém se apresse em me contestar, Del Piero não joga como meia há quase uma década.

Vou parar por aqui, sem fazer previsões nem perguntas. E, sobretudo, sem dizer que "quando a Itália passa de fase desse jeito etc etc etc". Isso todo mundo já disse. E aliás, é bom que se diga, nem sempre é verdade.

enviada por Gian Oddi






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)

Perfil

Gian Oddi

Gian Oddi
É editor de esportes do iG. Antes, foi editor da revista Placar por seis anos e, num deles, morando em Roma, aprendeu a fazer spaghetti e viu crescer a paixão pelo calcio que herdou do nonno Léo.

Arquivos

online